Planejamento Ágil (Parte I)

Recentemente fomos surpreendidas por uma mensagem super positiva no Linkedin, sobre um profissional que tivemos o prazer de acompanhar em determinado momento de sua carreira como gestor. Como a mensagem destacava sua capacidade de planejamento como um diferencial, que marcou a história profissional do autor, achamos que valia a pena compartilhar sua visão sobre o tema com vocês. Confira o que Alexandre Mangoni pensa sobre Planejamento Ágil, o maior desafio para a maioria das empresas.


"As coisas não acontecem por acaso, principalmente no mundo corporativo. Empresas centenárias, bicentenárias, n-centenárias e, até mesmo, startups, surgem de uma ideia, de uma necessidade, de um sonho, enfim... Após essa “concepção” surgem uma série de perguntas: o que, por que, para quem, como, quando, quanto, onde. À medida em que cada uma dessas perguntas é respondida, um plano ou planejamento começa a ser desenhado.

Planeja-se para dar vida à uma ideia, à uma necessidade, a um sonho... Quanto mais elaborado, mais cadenciado, mais definido for esse planejamento, mais clara será a visão da forma dessa ideia, dessa necessidade, desse sonho.

Planeja-se, também, para dar sobrevida, para expandir, para transformar uma ideia, uma necessidade, um sonho... Portando, planejar é um ato contínuo, chegando a ser necessário até mesmo para se encerrar uma empresa.

Metodologias ágeis, muito utilizadas atualmente, trazem justamente esse conceito de planejamento contínuo, por meio de sprints específicas e objetivas. Cada sprint é composta por um conjunto de atividades, quebrando, então, o planejamento em pequenos blocos de ações. Esse conceito facilita muito que um projeto seja colocado em prática desde o início, focando em micro entregas e possibilitando o redirecionamento das próximas sprints, conforme o resultado das anteriores.

Não há fórmula para planejar ou existem milhares de fórmulas, processos, sistemas para planejar? O fato é que para planejar basta querer, basta começar a desenhar o que se pretende, aonde se quer chegar, o que se quer transformar.

Quanto mais claras forem as ações, quanto mais simples forem os processos, mais fácil será a implementação. Portanto, não é a complexidade que leva um planejamento ao sucesso, mas sim, o quanto ele é objetivo, exequível, compreensível e replicável. Flexibilidade de adaptação ao contexto atual e velocidade na implementação de mudanças também são fundamentais para que o planejamento se mantenha “vivo” e atual.

Um planejamento começa pela definição clara do que se pretende, ou seja, de um objetivo específico! Quanto mais esse objetivo e seus resultados puderem ser compreendidos como comuns a todos os envolvidos no planejamento, maior será o engajamento. Quanto maior o engajamento, maior a possibilidade de sucesso.

Tão importante quanto, é identificar o que move essas pessoas, o que faz com que elas dediquem o seu máximo de esforço. Ou seja, é definir um propósito que gere o sentimento de prazer e engajamento necessários para que todos os envolvidos busquem um objetivo comum. Pessoas que trabalham com um propósito único tendem a se unir para remar na mesma direção.

Para que os envolvidos no planejamento “adotem” o propósito para si, alguns comportamentos precisam ser estimulados:

· Accountability: cada um precisa se sentir dono do negócio, agir como tal, envolver-se como tal, entregar ao próximo o que gostaria de receber, seja no âmbito pessoal, seja no âmbito profissional

· Comprometimento: cada um precisa saber por que faz o que faz. Por que trabalha onde trabalha. Seja qual for o porquê, ele deve ser lembrado todos os dias, reforçado o “lado cheio do copo” e ser forte o suficiente para que cada um continue oferecendo o melhor de si e motivando os demais. É preciso que todos vislumbrem a importância da sua participação para o sucesso da execução

· Espírito de Time: cada um precisa fazer com os outros e não pelos outros. Mostrar-se disponível, pronto para ajudar, ensinar, colaborar, mas de forma que fique bem claro que cada um precisa fazer a sua parte. Somente assim, haverá evolução. E somente a evolução alçará todos a um novo patamar

· Execução com velocidade: o papel aceita tudo, contas, planejamentos etc. Alinhamentos, redirecionamentos, adaptações, são importantes. Mas, é preciso compreender que uma hora é necessário “invadir a obra e entrar para morar”, porque é preferível evoluir para o próximo passo do que esperar eternamente para que saia “tudo” perfeito. Quanto mais se demora para colocar em prática, mais obsoleto fica o planejamento. O sucesso ama velocidade!

· Resiliência: desistir é possível todos os dias. Mas, precisa ser hoje?! Qual o preço a se pagar de não tentar mais uma vez? Ou de outro jeito? A desistência é definitiva... as tentativas sempre dão chance à uma nova oportunidade".


Se você se interessa pelo tema e curtiu a forma como foi abordado, deixe seus comentários e aguarde na próxima semana a parte 2, com uma reflexão sobre a execução do planejamento.



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