ESG - o GAS que garante a sustentabilidade das empresas




O painel “ESG sob a ótica da Governança”, além de provocativo, trouxe reflexões relevantes para o público presente no Fórum de Conselheiros da Celint, realizado no último sábado (6/11), com quase 150 presentes, conforme a seguir.


A Governança, enquanto solução para perenidade das empresas, passa pela reavaliação de seu propósito, em busca de maior relevância para o planeta e para a sociedade, com consequente impacto na sustentabilidade do negócio e do meio ambiente.


Na visão dos painelistas, ESG é uma tendência e veio para ficar. Nesse cenário, as empresas precisam incluir a agenda em sua discussão estratégica, com prioridade.


A aceleração recente do tema é efeito da maior sensibilidade do mercado financeiro, frente aos riscos envolvidos na sustentabilidade das empresas.


Cabe ao Conselheiro atuar como agente facilitador do processo de transformação das empresas onde atua, assumindo o compromisso de trazer o ESG para agenda estratégica.


Boas práticas ESG são trilhas genuínas, que partem da Governança. Neste sentido, melhor que ESG, seria usarmos o termo GAS, como melhor representação das dimensões de Governança, Ambiente e Social, priorizando a Governança.


A Governança foi abordada no debate, numa visão ampliada, que vai do propósito à gestão de processos com maior eficiência no contexto da Nova Economia.


A Governança parte do Subjetivo - consciência, que gera e legitima um propósito, para o Objetivo - estratégia em ação para benefício do todos, e exige que seja feito um rewind.


No aspecto mais normativo da Governança, foi feita uma análise comparativa com as normas ISO, que já buscavam o compromisso das empresas com boas práticas de gestão.


A preocupação com a questão Ambiental, além de ser uma resposta a um “planeta doente”, destaca a importância de uso mais eficiente de recursos, diante do risco da escassez.


Apesar de crescente, a tímida expressão da diversidade nas empresas resulta do recente e crescente entendimento da potencial contribuição que a pluralidade pode trazer para o ambiente corporativo, com impactos positivos em resultados e no ambiente de trabalho.


A questão Social exige um trabalho de quebra de paradigmas e preconceitos que surgem a partir de nossa história recente, para manter as empresas competitivas em seus mercados. A competitividade passa por criar ambientes mais diversos e inclusivos, que sejam capazes de torná-las mais atrativas para capturar talentos e com visão interna dos potenciais mercados consumidores. 


Por fim, uma questão mais provocativa que gerou impacto na audiência - tendo em vista a necessidade de modelos disruptivos, faz sentido limitar o perfil do Conselheiro a Executivos C-Level? Contribua com esta importante reflexão para o ecossistema da Governança Corporativa e deixe aqui a sua opinião.



Posts Em Destaque